Estudo do meio em ambientes naturais - Uma atividade enriquecedora e cheia de surpresas
26 de Setembro de 2007 @ 09:08 - admin Arquivado sob Estudos do Meio | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Estudo do meio em ambientes naturais
Uma atividade enriquecedora e cheia de surpresas
A vida agitada das grandes cidades evidencia uma triste situação: os indivíduos, pouco a pouco, estão perdendo o contato com a natureza. Pisar na terra, correr na grama, respirar ar puro, sentir o cheiro de mato passaram a ser consideradas “sensações em extinção”.
Tal situação agrava-se quando percebemos que, numa época em que consciência ecológica é encarada como um atributo vital para a espécie humana, as crianças estão sendo educadas longe natureza.
Diante desde cenário preocupante, muitos educadores saíram em busca de alternativas que possibilitassem o estreitamento do relacionamento dos educandos com as riquezas naturais. Dentre as opções encontradas, o Estudo do Meio, consagra-se como um recurso financeiramente viável e de alto potencial pedagógico.
O Estudo do Meio, investigação de algo no próprio ambiente onde ele ocorreu ou está ocorrendo, é uma atividade pedagógica extremamente atraente para os estudantes. Os pedagogos acreditam que uma aula ao lado de uma cachoeira, na margem de um rio ou no meio da mata é capaz de estimular significativamente o interesse do aluno pela pesquisa e pela observação, favorecendo o aprendizado.
Um dos grandes atrativos de uma atividade de Estudo do Meio em uma ambiente natural são as surpresas que a natureza gentilmente prepara. Imagine a seguinte situação:
Um grupo de professor e alunos realiza uma atividade de Estudo do Meio em uma área de preservação ambiental, na qual o assunto discutido é a composição do solo. De repente, no meio da aula, uma surpresa: da terra fofa surge uma minhoca. “Como ela saltita”!
Diante da visita inesperada o professor abre um sorriso e um parêntese para uma explicação a parte: “Olhem só que interessante: vocês sabiam que a minhoca se alimenta de terra e matéria orgânica, numa quantidade equivalente ao seu próprio peso? Depois disso, ela digere e expele cerca de 60% do que comeu sob a forma de excrementos que chamamos de húmus. Desta forma, este pequeno ser recicla restos de comida e outras substâncias orgânica, produzindo um adubo orgânico muito rico em flora bacteriana – são cerca de 2000 milhares de bactérias vivas e ativas, por cada grama de húmus produzido. A minhoca devolve à terra cinco vezes e meia mais azoto, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio do que contém o solo do qual se alimenta. Quem ganha com isso? Os vegetais que se alimentam dos nutrientes da terra, a água dos lençóis freáticos que torna-se mais pura e, consequentemente, o ser humano ganha mais qualidade de vida”.
Equipe do Hotel Fazenda & Golf Solar das Andorinhas, 26/06/2006.
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